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Artigo: Sentes Compaixão?

Artigo: Sentes Compaixão?

Artigo de Fernando Anísio Batista (Secretário Executivo da ASA) para a edição de novembro do Jornal da Arquidiocese

A compaixão nos remete a uma tomada de consciência sobre o sofrimento de uma pessoa. É colocar-se no lugar do outro, “sofrer com”, ser altruísta, demonstrando o amor que Deus ter por cada pessoa que está em sofrimento.

Sentes compaixão? Essa é a pergunta escolhida como tema da V Jornada Mundial dos Pobres, de iniciativa da CNBB e que tem o objetivo de refletir o Dia Mundial dos Pobres instituído pelo Papa Francisco em 2016. Você já se fez essa pergunta? Ela provoca muito mais que uma reflexão, ela exige um posicionamento, uma ação. Não é possível sentir compaixão e cruzar os braços.

As pessoas pobres e sofredoras não são externas às comunidades eclesiais, são irmãs e irmãos cujo sofrimento se partilha. O Papa Francisco convida a vencer a barreira da indiferença e partilhar, assim como fez Jesus, porque a esmola é ocasional, mas a partilha é duradoura.

No contexto da pandemia, agravado pela crise econômica que ampliou a fortuna de uns em detrimento da forme dos outros, aumenta ainda mais a necessidade de ampliar a compaixão com as pessoas pobres e sofredoras. Afirma o Papa Francisco que “um estilo de vida individualista é cúmplice na geração da pobreza e, muitas vezes, descarrega sobre os pobres toda a responsabilidade da sua condição. Mas a pobreza não é fruto do destino, é consequência do egoísmo”.

No dia 14 de novembro, a Igreja Mundial celebrará o Dia Mundial dos Pobres. Muitas paróquias e entidades da Arquidiocese também estão organizando momentos de partilha e celebração. Participe deste momento você também e responda ao pedido do Padre Primo Mazzolari “gostaria de pedir-vos para não me perguntardes se existem pobres, quem são e quantos são, porque tenho receio que tais perguntas representam uma distração ou o pretexto para escapar duma específica indicação da consciência e do coração. (…) Os pobres, eu nunca os contei, porque não se podem contar: os pobres abraçam-se, não se contam”.